Como funciona o número do CPF
O CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) tem 11 dígitos, normalmente escritos no formato 000.000.000-00. Os nove primeiros formam o número base, e o nono deles indica a região fiscal onde o CPF foi emitido. Os dois últimos são os dígitos verificadores: eles são calculados a partir dos nove primeiros e servem para detectar erros de digitação.
Se alguém troca um número ou inverte dois dígitos ao preencher um formulário, a conta dos verificadores deixa de bater, e o sistema percebe o erro na hora. É isso que esta ferramenta confere.
O cálculo dos dígitos verificadores
O cálculo usa o chamado módulo 11:
- Multiplique os 9 primeiros dígitos pelos pesos 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2, nessa ordem, e some os resultados.
- Divida a soma por 11 e pegue o resto. Se o resto for 0 ou 1, o primeiro dígito verificador é 0. Caso contrário, é 11 menos o resto.
- Para o segundo dígito, repita a conta com os 9 dígitos mais o primeiro verificador, usando os pesos de 11 a 2.
Exemplo prático: 529.982.247-25
Primeiro dígito. Os nove primeiros números são 5, 2, 9, 9, 8, 2, 2, 4 e 7.
| Dígito | 5 | 2 | 9 | 9 | 8 | 2 | 2 | 4 | 7 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Peso | 10 | 9 | 8 | 7 | 6 | 5 | 4 | 3 | 2 |
| Produto | 50 | 18 | 72 | 63 | 48 | 10 | 8 | 12 | 14 |
A soma é 295. Dividindo por 11, o resto é 9 (porque 11 × 26 = 286). Como 9 é maior que 1, o dígito é 11 − 9 = 2.
Segundo dígito. Agora usamos 5, 2, 9, 9, 8, 2, 2, 4, 7 e 2 com os pesos de 11 a 2: 55 + 20 + 81 + 72 + 56 + 12 + 10 + 16 + 21 + 4 = 347. O resto da divisão por 11 é 6, então o dígito é 11 − 6 = 5. Os verificadores são 25, exatamente os do número informado: o CPF é válido.
A região fiscal
O nono dígito indica onde o CPF foi emitido: 0 para RS; 1 para DF, GO, MS, MT e TO; 2 para AC, AM, AP, PA, RO e RR; 3 para CE, MA e PI; 4 para AL, PB, PE e RN; 5 para BA e SE; 6 para MG; 7 para ES e RJ; 8 para SP; e 9 para PR e SC. No exemplo, o nono dígito é 7, então o CPF foi emitido no Espírito Santo ou no Rio de Janeiro.
O que a validação garante e o que não garante
Um CPF “válido” aqui significa apenas que a matemática está correta. A ferramenta não consulta a Receita Federal e não diz se o número existe, a quem pertence ou se está regular. Números com todos os dígitos iguais, como 111.111.111-11, passam na conta, mas não são aceitos como CPF.
Para saber a situação cadastral de um CPF, use o serviço oficial da Receita Federal, que exige o número e a data de nascimento do titular.
Para que serve o gerador
Desenvolvedores e testadores precisam de CPFs com formato válido para testar cadastros, validações de formulário e integrações sem usar dados de pessoas reais. O gerador cria números aleatórios com dígitos verificadores corretos, que passam em qualquer validação de formato. Esses números são fictícios: usá-los para abrir contas, fazer compras ou se passar por outra pessoa é crime de falsidade e pode configurar fraude.